Friday, June 29, 2007

Defendendo a Nomenclatura Científica

Esqueceram de colocar o pinguim na Arca, ou fizeram um molde imperfeito dele há milhões de anos atrás?

Enfim, os crias podem inferir que essa é uma fraude, um filhote de pingüim e seus progenitores, mas é sim uma Evolução, e uma Evolução Ontogenética.


Todavia, encontraram no Peru dois fósseis de pingüins pré-históricos. À direita temos o Icadyptes salasi,
e à esquerda o Perudyptes devriesi. Ao meio, a título de comparação anatômica, encontramos o Spheniscus humboldti. E comprova por X + Y e Z que houve Evolução Filogenética. Isso indica o quê? Ponto para o neodarwinismo! Leiam o resumo do artigo:

Paleogene equatorial penguins challenge the proposed relationship between penguin biogeography, diversity, and Cenozoic climate change”
Authors: Julia A. Clarke, North Carolina State University, et al.
Published: Online the week of June, 2007, in Proceedings of the National Acad
emy of Sciences.

Abstract: New penguin fossils from the Eocene of Peru force a reevaluation of previous hypotheses regarding the causal role of climate change in penguin evolution. Repeatedly, it was proposed that penguins originated in high southern latitudes and arrived at equatorial regions relatively recently (e.g., 4 to 8 million years ago), only well after the onset of latest Eocene/Oligocene global cooling and increases in polar ice volume. By contrast, new discoveries from the middle and late Eocene of Peru reveal that penguins invaded low latitudes over 30 million years earlier than prior data supported, during one of the warmest intervals of the Cenozoic. A diverse fauna includes two new species, here reported from two of the best exemplars of Paleogene penguins yet recovered. The most comprehensive phylogenetic analysis of Sphenisciformes to date, combining morphological and molecular data, places the new species outside the extant penguin radiation (crown clade: Spheniscidae) and supports two separate dispersals to equatorial (paleolatitude ~14° S) regions during greenhouse Earth conditions. One new species is among the deepest divergences within Sphenisciformes. The second is the most complete giant (>1.5m standing height) penguin yet described. Both species provide critical information on early penguin cranial osteology, trends in penguin body size, and the evolution of the penguin flipper."

Isso significa que:

1 – A extinção das duas espécies de pingüim adaptados ao clima do sudeste do Peru, mais quente que o nosso clima atual, por volta de 35 milhões de anos atrás, foi em resposta ao resfriamento e aumento volume das geleiras na Época Eoceno/Oligoceno entre a Idade Bartoniana/Priboniana.

2 – As novas descobertas revelam que os pingüins invadiram baixas latitudes 30 milhões de anos mais tarde causando surpresa aos paleobiólogos, durante um dos mais quentes períodos do Cenozóico.

3 – Essa descoberta mostra belos exemplares de fósseis, enriquecendo a biodiversidade peruana com duas novas espécies.

4 – Foram parentes distantes dos pingüins atuais da ordem dos Sphenisciformes, de acordo com análises moleculares e morfológicas. Uma das novas espécies, Perudyptes devriesi, é a que mais diverge dentro dos Sphenisciformes, sendo classificada como uma espécie fora das que ainda vivem.

5 – A outra, Icadyptes salasi, é o mais completo fóssil gigante, por volta de 1,5m, encontrado, que promove críticas no âmbito anatômico devido às diferenças na osteologia craniana, tamanho e evolução das nadadeiras dos pingüins.

*Science Daily, EurekAlert, National Geographic, todos esses noticiários estão iguais embasados no artigo jornalístico lançado pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, em nome de Tracey Peake. O artigo científico vocês encontrarão na Proceedings of the National Academy of Sciences, com o título supracitado no resumo também supracima citado.

1 Comments:

Anonymous Renan said...

Ponto para nós!

11:38 AM  

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